Olá, internautas
O dia chegou. A seleção brasileira foi eliminada nesta sexta-feira (02/07). A equipe canarinho perdeu por 2 a 1 da Holanda, uma das favoritas ao título do Mundial. O time de Dunga não despertava grande esperança entre os brasileiros. Dunga preferiu montar seu time e não uma seleção dos melhores do futebol brasileiro de 2010.
Pelo menos, desta vez, a seleção demonstrou comprometimento. Em 2006, os jogadores não mostraram garra e raça. Saiu melancolicamente dos gramados germânicos. A relação conturbada com a imprensa, principalmente com a Rede Globo, marcou a campanha tupiniquim na África do Sul.
A cobertura jornalística da emissora platinada quis transformar o noticiário em uma espécie de reality show. Antes da Copa, o “Jornal Nacional” mostrou o perfil de cada jogador brasileiro. Seria uma espécie de apresentação dos “confinados” do “Big Brother Brasil”. Isso se deve, principalmente, à falta de identidade do “guerreiro” canarinho com o povo brasileiro. A grande maioria joga na Europa e não possui ligação com o torcedor comum. Nesse ponto, Dunga seguiu a cartilha dos treinadores antecessores. No meu ponto de vista, tal fato é uma das principais causas para o esfacelamento da seleção. Por que não experimentar apenas convocar atletas que jogam no Brasil?
Kaká, por exemplo, chega a ser reverenciado por grande parte da mídia. Após uma declaração dada na zona mista depois da eliminação, o apresentador Tiago Leifert arrancou aplausos da galera no momento “Central da Copa”. Em 2006, o ex-jogador sãopaulino não brilhou. Em 2010, também não apareceu. O comentarista Neto, na Band, revelou o que aconteceu, de fato. O camisa 10 da seleção foi péssimo. Flávio Prado também marcou posição na Rádio Jovem Pan. Kaká “pipocou”. E o que falar do chamado, por muitos, do melhor goleiro do mundo Julio Cesar e da melhor zaga universal, Lucio e Juan?
Enquanto isso, uma reportagem de Tino Marcos exibida no “Jornal Nacional” demonstrou o toque de reality show na cobertura jornalística. O repórter indagou se o volante Felipe Melo seria o vilão e responsável maior pela eliminação. Uma espécie de Doutor Rogério (BBB5) ou um Cowboy Alberto (BBB7) futebolístico. Parte da mídia perseguiu Dunga. Como ocorreu com Marcelo Dourado no “BBB 10″. Grande parte dos brasileiros ficou ao lado do capitão do tetra.
O reality show da seleção não pode ser concretizado, de fato, por Dunga. O técnico não autorizou a entrada de jornalistas na concentração. Não permitiu exclusividade à TV Globo e tratou todos os meios de comunicação de forma equânime. Todos sem regalias.
Agora, é esperar 2014 e torcer pela nova geração trazer de volta o brilho da seleção.
Fabio Maksymczuk
UOL
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